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Crianças dividem escola com presos e pais reclamam em cidade de MT
Terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
 
 

Pais e mães de alunos de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, reclamam da transferência dos filhos para outra escola da cidade. O problema, segundo os pais, é que a nova unidade abriga adultos e reeducandos do Centro Educacional de Jovens e Adultos (Ceja) e que eles dividem espaço com as crianças. Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), a situação não traz perigo para as crianças.

A dona de casa Cristiane Aparecida de Lima Rangel, mãe de um menino de 9 anos, explica que a dor de cabeça começou quando seu filho foi remanejado para a unidade com o Ceja por conta de problemas na escola onde estava.

“Ele estudava em outra escola, que era municipal e teve que sair de lá porque chegaram alunos de outra unidade que fechou. Isso gerou uma superlotação e alguns alunos tiveram que ser transferidos. Essa escola anterior era boa e ele gostava bastante, por causa disso a mudança já começou a virar um problema.”, relata.

Cristine conta que se surpreendeu nesta segunda-feira (15) quando, logo após deixar o filho na  Escola Estadual Licínio Monteiro da Silva, viu que adultos estavam frequentando às aulas no mesmo prédio.

“Eu tomei um susto. Estavam as crianças e os adultos, em um mesmo corredor, tendo aula no mesmo momento. Achei muito estranho e não aceitei aquilo. Eu não posso deixar meu filho com adultos. Eu acredito que cada um tem que ter aula com pessoas da sua idade”, defende.

A dona de casa afirma que se dirigiu ao Conselho Tutelar para explicar a situação e que, após pouco tempo com o problema, já conseguiu uma vaga para o filho em outra unidade. “Outras mães estão tomando a mesma atitude. Chegaram a nos falar que a situação se resolveria em três meses, mas não podemos esperar todo esse tempo”, argumenta Cristiane.

De acordo com outra mãe que preferiu não se identificar, os pais dos alunos ficaram sabendo da situação após uma reunião realizada pela diretoria da unidade. Ela ainda disse que o caso é mais preocupante por conta dos reeducandos que também estudam na escola.

“Todos eles [alunos do ensino fundamental] têm, no máximo, 12 anos. Eles não podem ficar todos no mesmo ambiente, quanto mais crianças e reeducandos. Isso não faz sentido nenhum. Eles vão usar os mesmos banheiros e tudo. Eu nunca vi isso na minha vida”, desabafa.

A mãe ainda afirma que esperava que a situação foi encaminhada de maneira mais clara e que acabou deixando o filho na escola porque não tinha onde deixá-lo.

Secretaria
De acordo com o secretário adjunto de política educacional da Seduc, Gilberto Fraga de Melo, o problema se deu por conta de uma questão administrativa e poderia ter sido melhor resolvido.

“A escola tinha disponibilidade de um agente de pátio que fazia essa separação e a vigilância entre os alunos. Esse profissional foi embora da unidade e ainda não sabemos o motivo. Um novo agente deve ser contratado para cumprir essa função”, explica.

Ele aponta que a Seduc realizou reuniões com a Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande e que existia uma alta procura de vagas para alunos de ensino médio, muito acima da demanda ofertada. Por causa disso, ele a solução encontrada foi utilizar algumas salas que estavam desocupadas na Escola Estadual Licínio Monteiro da Silva.

O secretário defende que toda a estrutura está montada para receber os dois públicos, que os professores, por exemplo, são diferentes e que apenas no período matutino é que ocorre esse encontro.

Melo afirma ainda que os reeducandos do período vespertino devem ficar apenas mais seis meses na instituição, já que eles devem terminar o período escolar nesse período, e garante que os menores de idade não terão problema com essa convivência.

“Eu acredito que não haverá nenhum tipo de problema, em nenhuma circunstância. Os reeducandos saem para essa condição com várias garantias e obrigações e sabem que qualquer infração cometida por eles podem lhes render algumas penalidades. Todos eles estão muito cientes disso”, argumenta

 
 
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