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Mais pobres são os mais ameaçados pelo aquecimento global
Quarta-feira, 02 de dezembro de 2015
 
 

A OMS diz acreditar que entre 2030 e 2050 a mudança climática causará 250 mil mortes por ano

"Ela causa dezenas de milhares de mortes por ano, por razões que vão desde a mudança de padrões das doenças até os fenômenos meteorológicos extremos, como as ondas de calor e as inundações, assim como a degradação da qualidade do ar, do saneamento e dos estoques de água e alimentos." Foi o que expressou a OMS (Organização Mundial de Saúde) poucos dias antes da inauguração em Paris da transcendental Conferência do Clima da ONU (COP-21), e acrescentou a seguinte previsão: "Durante o período 2030-2050, a mudança climática causará 250 mil mortes adicionais por ano, por doenças associadas a seus efeitos ambientais".

Para arrematar a previsão, a OMS indicou que as crianças e as mulheres dos países mais pobres serão as mais afetadas. Já o são no presente, como constata José Graziano da Silva, diretor-geral de outra agência da ONU, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO): "O aquecimento global impacta a segurança alimentar e a agricultura de todos os países, especialmente nas zonas áridas e nos pequenos países insulares em desenvolvimento, onde vivem muitos dos pobres e famintos do mundo".

Jethro Greene, coordenador-chefe da Rede de Agricultores do Caribe, explicou recentemente à agência Inter Press Service que a mudança climática apresenta todo tipo de desafios em sua região: "Há secas que não esperamos, chuvas que não esperamos, inundações que não esperamos. Não se pode distinguir entre a estação das chuvas e a seca".

Hilal Elver, relatora especial da ONU sobre o Direito à Alimentação, salienta que "poderia acrescentar 600 milhões de pessoas às filas dos desnutridos para 2080". Até o Banco Mundial, situado na mira de muitas ONGs de ajuda ao desenvolvimento por seus investimentos contrários à equidade social e ambiental, acaba de publicar um relatório (Grandes cataclismos: como abordar os efeitos da mudança climática na pobreza), no qual prevê que se não forem adotadas medidas radicais e rápidas na luta contra esse fenômeno serão contabilizados mais de 100 milhões de pessoas adicionais na pobreza já em 2030.

Nada como o livro "Mudança Climática e Sistemas Alimentares", publicado em junho deste ano pela FAO, para corroborar tudo o que foi exposto e destacar os riscos de que se agrave a prevalência da fome oculta (falta crônica de vitaminas e minerais) e a obesidade. "Uma maior concentração de dióxido de carbono diminui a quantidade de zinco, ferro e proteínas e aumenta o conteúdo de amido e açúcar em alguns dos principais cultivos alimentares do mundo, como trigo e arroz", afirma. O livro não esquece de citar que algumas regiões serão beneficiadas na produção e exportação de alimentos pelas mudanças nos padrões climáticos, mas lembra que continuarão sendo as zonas tropicais e meridionais e as comunidades mais pobres que suportarão as piores consequências.

Ondas de refugiados

Como se isso fosse pouco, a mudança climática ameaça intensificar os fluxos migratórios de pessoas que fogem de condições extremas para sua sobrevivência. Em 2012, Francesco Femia e Caitlin Werrell, pesquisadores do Centro para o Clima e Segurança, de Washington, publicaram um estudo em que indicavam que a avalanche de refugiados que começava a chegar da Síria tinha algo mais que componentes políticos de oposição ao regime de Bashar al Assad e de fuga do terrorismo do Estado Islâmico.

O trabalho de Femia e Werrell explicava que "nos últimos anos ocorreu uma série de mudanças sociais, econômicas, ambientais e climáticas significativas na Síria (...) e se a comunidade internacional e os futuros responsáveis políticos na Síria quiserem abordar e resolver as causas dos distúrbios têm de assumir compromissos nesse campo". Lembravam que, entre 2006 e 2011, 60% das terras da Síria sofreram a pior seca conhecida em milênios e que por isso.

 
 
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