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Nuvem de gafanhotos se desloca rumo ao Uruguai e não deve passar pelo Brasil
Sexta-feira, 26 de junho de 2020
 
 

A nuvem de gafanhotos que se desloca pela Argentina está em movimento rumo ao Uruguai. De acordo com os dados meteorológicos, é pouco provável que a praga passe pelo sul do Brasil.

Os dados foram repassados pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) acompanha a situação.

No entanto, mesmo com a baixa probabilidade, um grupo de trabalho do DSV (Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas) permanece em situação de alerta e mobilização.

O monitoramento recebe o apoio de equipes técnicas dos órgãos de defesa agropecuária do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Com base neste cenário, são trabalhadas estratégias passíveis de adoção para um eventual surto da praga no Brasil, caso ocorram alterações climáticas favoráveis ao deslocamento da nuvem de gafanhotos para o País.

O deslocamento da nuvem de gafanhotos pode ser acompanhado por meio de mapas atualizados pelas autoridades argentinas. Clique aqui para acompanhar as imagens.

NUVEM DE GAFANHOTOS É FENÔMENO FREQUENTE
Desde 2015, a formação de nuvens desses insetos nos países vizinhos da Bolívia, Paraguai e Argentina, tem ocorrido de forma relativamente frequente.

Em virtude destes registros, o Mapa está, entre outras medidas, trabalhando na elaboração de um manual de orientações de ações de controle da praga, direcionado aos produtores rurais e aos órgãos estaduais de defesa agropecuária e de extensão rural.

São várias as espécies de gafanhotos que causam prejuízos econômicos no Brasil. Entretanto, duas espécies merecem destaque pelos danos causados: Rhammatocerus schistocercoides e Schistocerca cancellata.

Da espécie Schistocerca cancellata, que compõe a nuvem presente agora na Argentina, foram várias infestações nos anos de 1938, 1942 e 1946, de focos originários da Argentina que ingressaram pela região Sul do Brasil, alcançando os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Atualmente, voltaram a causar danos na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Da espécie  Rhammatocerus schistocercoides ocorreram várias infestações entre os anos de 1984 e 1992, de focos originários de áreas indígenas do Brasil, alcançando 12 estados da federação: BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, MA, PI, PA, RO e MT. Atualmente, essa espécie se mantém em sua fase solitária e não apresenta perigo.

Diversos fatores podem originar o aumento das populações de gafanhotos, como climáticos (temperatura, umidade relativa do ar e precipitação pluviométrica acumulada), assim como predadores, parasitóides e doenças.

Fonte: Paraná Portal

 
 
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